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Tudo começou em Janeiro 2002 ao saber que pela segunda vez estava com câncer de mama só que dessa vez no outro seio e que, além da radioterapia por que passara, agora teria que me submeter à quimioterapia.

2002                                        2011

Ao ser avisada pelo médico que meus cabelos cairiam procurei me prevenir. A primeira alternativa que me ocorreu foi a de usar peruca, porém não me adaptei. Parecia algo assim: “Faço de conta que tenho cabelos e os outros fazem de conta que acreditam”. Sem contar com a insegurança que tinha dela sair do lugar.

Uma segunda alternativa seria o uso de lenços uma vez que a exposição sem cabelos provoca um sentimento de “pena” nas pessoas, sentimento este que eu mesma sentira várias vezes quando vira alguém nessa condição. Apesar da nobreza e determinação de assumir-se uma batalhadora, achei melhor não me expor assim.

Então, fui à procura de lenços e vi que não existia nada no mercado a não ser aqueles de seda pura ou de tecidos estampados que não param de jeito nenhum na cabeça. Por ter conhecimento de corte costura, fiz alguns testes e descobri que a malha dava a segurança que buscava. Inovei mais ainda usando uma “tiara” por cima me sentindo assim mais bonita e confiante.    

Com o uso deles notei que as pessoas me observavam com maior frequência inclusive me abordando tecendo elogios pela forma como me apresentava. Especialmente minhas “colegas de tratamento” passaram a me procurar para saberem onde eu os comprara. Foi assim que surgiu a ideia de iniciar a confecção de lenços com finalidade comercial. O nome Estação Outono foi sugerido pelo meu marido, o que achei muito apropriado.

Com o movimento aumentando comecei a sentir a necessidade de ter mais alguém trabalhando junto comigo que também se identificasse com a causa e em 2009 encontrei na Dalva essa companheira.

Mas em dezembro de 2010 fui acometida de mais um câncer de mama tendo que passar novamente pelo tão incômodo tratamento. Aproveitei a “oportunidade” e fiz os vídeos demonstrativos atendendo assim a inúmeras sugestões recebidas e podendo ajudar as pessoas mostrando a praticidade que cada modelo oferece.

Como as estações mudam, hoje vivo na Primavera.
Maria Claudia Zapaterra Campos